quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Fotografia Surreal

A fotógrafa ucraniana Irina Dzhul mistura fantasia, surrealismo e contos de fadas em suas fotografias. Olhem só:
















domingo, 28 de agosto de 2016


As Origens da Magia

Depois de ter pesquisado sobre a Wicca criei minha própria versão da origem da magia para o livro que estou escrevendo: O Príncipe, O Deus Falso e O Espectro do Espelho.















Num tempo desconhecido, o Deus invisível e Sua deusa criaram o Universo, a Terra e os humanos e os deixaram para que evoluíssem. A deusa tinha grande amor pelos humanos e decidiu descer para servi-los com Sua graça pessoalmente. Por ser muito bela, temia que Sua pureza fosse corrompida pela curiosidade dos homens que estavam procriando e decidiu misturar-se com a noite aparecendo a algumas mulheres em sonhos cuja alma fosse forte o suficiente para prestar adoração. As mulheres que Ela reuniu foram instruídas em sonhos com tudo o que deveriam fazer para honrá-La com cânticos, danças e com a permissão de rituais para obter favores. A Deusa foi bem clara em lhes alertar de que se fizessem o mal ele retornaria na mesma intensidade com que foi feito. A Deusa era vista pelos animais e criaturas mágicas que surgiram conforme a Terra foi evoluindo: fadas, faunos e deidades das florestas e elementos da natureza; tudo permitido pelo Deus invisível para que respeitassem Sua amada esposa, a natureza e os animais. As mulheres eram temidas pelos homens e vistas como semi-deusas por gerarem vida em seus ventres. A humanidade era dividida em povos governados por uma mulher eleita. Em cada povoado ela era nomeada Amazona por causa da grande floresta daqueles tempos que cobria a maior parte do planeta chamada de Amazônia, o paraíso terrestre.
Uma das deidades dos animais mais conhecidas se chamava Cernunnos que tinha as pernas e chifres de um cervo e tinha uma admiração muito grande pela Deusa, mas dessa admiração nasceu o amor. Pela primeira vez, depois de muito andar pelas florestas e bosques, a Deusa dormiu. Um sono longo que durou cerca de três meses. Os ventos tornaram-se frios e nasceu o gelo e a neve. Os humanos aprendem a se proteger dessa época fria e igualmente os animais. Depois que despertou, a Deusa vê a terra tôda coberta de gelo e neve e proclama: “abençoada seja a terra em nome de meu esposo, o Deus invisível! Eu a abençoo e que torne-se fértil.” Aos poucos, o gelo e a neve se derretem. As mulheres, escolhidas pela Deusa, vêem aquilo como um sinal de Sua fartura e passam a plantar sementes na terra. De alguma forma, o deus Cernunnos se sente revitalizado com a benção da Deusa e o Deus invisível, esposo da Deusa, Lhe abençoa. Diante de tôda aquela energia presente na natureza, a Deusa e o deus chifrudo acabam se encontrando e copulam. Três meses depois, acontecem as primeira colheitas e são cozidos pães nos quais as mulheres eleitas pedem a bênção da Deusa e as outras pessoas a bênção do Deus Invisível. Conforme os meses passam e se tornam mais curtos, Cernunnos sente seu poder diminuir e não consegue mais cumprir seu papel de protetor dos animais enquanto a Deusa passa a sentir o filho de ambos no ventre. Não conseguindo encontrá-lo, Ela começa a andar pelos bosques preocupada e o encontra sentado e encostado em uma árvore com alguns animais em volta dele. Vendo que o amante está com os lábios roxos e a pele pálida, corre e se ajoelha diante dele. “Meu amado, o que há contigo?” O deus dos animais abre um pouco seus olhos e vê a amada mais radiante do que antes com uma coroa de flores na cabeça.” Nós voltaremos a nos ver. Estou dentro de você”, sussurra ele e morre me seguida no mesmo momento em que o Sol está se pondo e as árvores ficando sem suas folhas. A Deusa chora a morte do amante e o abençoa. Enquanto a noite vai caindo, o esposo da Deusa decidiu procurá-la nos bosques e a encontrou perto do corpo de Cernunnos. A ira do Deus Invisível se acendeu contra ela: “O que você fez?” esbravejou Ele. A Deusa levantou-se assustada e disse: “ Minha compaixão levou-me a ele, meu marido. O vi quando já estava falecendo.” O Deus Invisível não se deixou enganar ao ver a barriga de Sua amada Deusa crescendo: “ cometeu o maior de todos os pecados e agora está em seu ventre. Se com os humanos deseja ficar então com eles será sua morada. Não permitirei mais que retorne ao Teu Lar. Conheço o coração dos homens e não se lembrarão de Ti para sempre. Suas eleitas serão perseguidas e mortas de geração em geração e Teu amante será comparado ao mais sombrio anjo vil. Tudo que ensinaste a elas está fadado a enfraquecer e o desejo do homem será maior do que a mulher e ele a dominará”. O marido da Deusa desapareceu em seguida, mas ela não se deixou abater. Continuou ensinando da sua magia às futuras gerações de mulheres eleitas; uma mulher da família passava à sua filha e esta, quando crescesse, à sua filha e assim por diante. Porém, conforme proferiu o Deus Invisível, essa força não duraria para sempre: por Sua própria Natureza, a Deusa sentiu que algo estava errado no paraíso celestial. Naqueles dias, o deus já tinha nascido de seu ventre e, apesar do seu sono de três meses querer incomodá-la, num belo dia de sol ela viu algo impressionante: seres alados caindo do céu. Eram incontáveis. Assim que acabou, iniciou-se um violento tremor de terra e segurou-se em uma árvore para não cair. O deus-menino estava próximo Dela. Depois daquilo, a Deusa finalmente adormeceu, mas a natureza sofreu ataques pela queda daqueles seres alados: inundações, furacões, mares cobriram grandes porções de terras. Os seres alados que caíram na terra se iraram contra o Deus invisível e passaram a se disfarçar de mortais corrompendo os humanos tendo relações sexuais com mulheres e ensinando pessoas a manipular elementos da natureza e outras artes proibidas o que ficou conhecido como magia negra. Por causa disso, as artes mágicas começaram a ser vistas como algo diabólico e os ensinamentos da Deusa foram perseguidos; muitas de Suas eleitas foram mortas e os que criam no Deus invisível passaram a detestá-las por causa da corrupção daqueles seres alados. Assim, ficaram divididos os ensinamentos e rituais da Deusa como magia branca e as artes negras ensinadas pelos alados caídos como magia negra. Em sua essência, a magia é boa, mas como se vê aqui, foi corrompida por más intenções. Cada um pode praticar tanto uma como a outra, mas estar ciente de que aquilo que fizer retornará para quem a conjurou, seja bom ou ruim.




Novo Anime de Sakura Card Captors!



Quem não se lembra da garotinha que teve a missão de capturar as Cartas Clow? O anime de sucesso que em maio deste ano completou 20 anos já tem um novo anime no Japão e a CLAMP anunciou que uma nova versão de Sakura está em produção na qual o desenrolar da trama será após Sakura se formar e ir para o Ensino Médio. Veja aqui http://br.ign.com/sakura-card-captors/26281/news/novo-anime-de-sakura-card-captors-e-anunciado?utm_source=recirc

O jeito é aguardar! Para que digamos juntos liberte-se!

sábado, 27 de agosto de 2016


Você sabe qual é a origem do brigadeiro?


Esse docinho é amado por quase todas as pessoas do Brasil, mas você sabe como ele nasceu? Dá uma olhada no link http://origemdascoisas.com/a-origem-do-brigadeiro/

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


Conto

Salve-os

- Vivá! Vivá, acorde, mana, por favor! - Dizia o indiozinho Ararê para sua irmã mais velha. Vivá significa forte como a natureza.

A índia acordou e sentou-se na cama ainda sonolenta. Olhou para um lado vendo seu irmão Ararê com os olhos escuros e arregalados para ela e depois para o outro observando seu outro irmão Yahto comendo uma banana, mas com o olhar distante.

- Vou lavar o rosto no riacho aqui próximo e então você me mostra, está bem? - Disse Vivá voltando a olhar pra o irmão com um sorriso manhoso.

Arerê todo alegre acompanhou a irmã mais velha para o riacho que ela disse. Yahto, gêmeo de Ararê, já tinha terminado de comer e acompanhou os irmãos para fora da oca cujo teto tinha muitas folhas de bananeira. Vivá tinha treze anos enquanto os gêmeos Arerê e Yahto tinham 8. Enquanto a curumim jovem usava uma saia de pano e um top do mesmo material para cobrir os seios que já cresciam em seu corpo jovem, os gêmeos usavam apenas uma tanga. Os três possuíam cabelo preto, liso e curto e uma pele morena por causa do sol. Faziam parte de uma pequena tribo no seio da Amazônia, mas pelo visto tinham sido um dos primeiros a acordar porque Vivá olhou em volta e não viu outros saindo das ocas.

- Arerê, me mostre o que tanto quer. - Disse a curumim segurando na mão do irmão. - Venha Yahto! - Completou em voz alta para o irmão que os observava impassível. Ararê significa amigo dos papagaios e Yahto significa Azul porque o indiozinho geralmente irradiava calma como a cor azul.

Durante o trajeto, a índia observava às vezes Yahto que os acompanhava. Seu irmão olhava para as folhagens e para as cascas de árvores pelo caminho e estava muito quieto.

- Aqui! - Exclamou Arerê à irmã parando no caminho e fazendo-a olhar para uma grande árvore. Yahto ergueu um pouco as sobrancelhas olhando a copa da enorme árvore e os raios do sol a atravessava nquele início de dia.

Vivá ficou andando em volta da árvore olhando as grandes raízes e galhos que pendiam na vertical. Ficou impressionada.

- Olha isso aqui, mana. - Disse Arerê se aproximando da irmã com uma substância branca e leitosa nos dedos. Yahto também se aproximou do irmão e pela primeira vez falou:
- O que é isso? - Indagou Yahto para o irmão gêmeo.
- Sai da árvore. - Respondeu Arerê.
Vivá aproximou o nariz e cheirou afastando o rosto rápido e fazendo careta.
- Que cheiro estranho. - Disse a jovem índia rindo um pouco.
Yahto também cheirou e sua reação foi mostrar a língua e dizer que o cheiro era ruim.
Os três irmãos riram.
- Depois a gente volta aqui e vê o que podemos fazer. Agora, vamos voltar e comer. - Disse a irmã.
Os gêmeos concordaram e foram correndo, mas antes que Vivá os seguisse teve a impressão de ouvir um estalo de madeira e olhou para trás. Apesar da idade, ela era corajosa e se sentia responsável pelos irmãos mais novos. Comprimiu um pouco os olhos e deu uns passos para frente.

- Pode sair daí. Eu não tenho medo. - Disse a índia cruzando os braços.

Esperou, mas ninguém saiu do meio das folhagens. Suspirou desapontada por pensar em um pouco de diversão pela manhã e em seguida voltou correndo para se juntar a seus irmãos. A tribo já estava acordada agora: algumas mulheres amamentando seus filhos, outras descascando legumes, tecendo roupas e outras tecendo cestos com fibras de madeira. Haviam crianças correndo para lá e para cá brincando enquanto homens traziam frutas que colhiam das árvores, verificavam flechas e outras armas.

- Avivá! Vem, mana! - Chamou Arerê balançando os braços para ela na frente da oca. A índia não viu Yahto. Provavelmente estava dentro da oca.

Avivá foi correndo e entrou na oca se juntando a ele. Yahto estava agachado num canto comendo jabuticaba. A índia se pôs a comer mamão enquanto Arerê comia abacaxi. Ela cuidava dos seus irmãos desde que seus pais haviam morrido. A tribo os ajudava, mas honrava muito a jovem índia por ter maturidade para cuidar de dois irmãos. Ainda achava estranho Yahto daquele jeito. Ele não era extrovertido como o irmão, mas não ficava reservado daquela forma.

Ocorreu um casamento à noite e a cerimônia era feita pela senhora mais velha da tribo que chamavam de Lamona ( protetora ). Avivá estava conversando com os noivos, mas frequentemente olhava em volta para ver o que faziam seus irmãos mais novos: Arerê estava brincando com outras crianças e roubando frutas dispostas em folhas de bananeira, mas o que lhe deixou aliviada foi ver Yahto aprendendo a tocar flauta com outro menino. Não estava alegre, mas a questão de franzir o cenho enquanto acompanhava o movimento dos dedos do outro menino com os seus na flauta demonstrava interesse.

- Avivá.

A indiazinha virou-se e ergueu a cabeça vendo a senhora Lamona com um pequeno sorriso para ela. Lamona estava trajando uma bata branca e pulseiras coloridas, mas a pele enrugada e os cabelos brancos mostravam sua idade avançada. Na verdade, toda a tribo estava usando enfeites coloridos, pulseiras. colares e partes do corpo pintadas com tinta vermelha, branca e amarela. Avivá estava apenas com dois traços de tinta vermelha pintados em cada bochecha.

- Oi, vovó! - Exclmaou ela com um pequeno sorriso dando-lhe um abraço. As crianças da tribo a chamavam assim por respeito.

Lamona retribuiu o abraço e pediu que a seguisse para sua oca. Avivá falou que precisava vigiar seus irmãos, mas ela a tranquilizou dizendo que ficarão bem. Assim que entraram sentaram cada uma em um toco de árvore usado como banquinho.

- Como está, menina? - Indagou a índia idosa para ela com a voz arrastada.

- Estou bem, vovó. Na verdade, Yahto está me preocupado. Ele está muito quieto. - Disse Avivá coçando os cabelos.

- Yahto fica desse jeito quando percebe alguma coisa estranha ao seu redor. - Disse a idos lentamente.

- Como assim, estranha, vovó?

A Lemona fez um pequeno sorriso no rosto, levantou-se e foi até uma mesinha próxima. Como toda criança, Avivá ficou curiosa levantando-se também e ficando na ponta dos pés balançando de um lado para o outro tentando ver o que a “vovó” estava fazendo. Assim que ela virou, a curumim sentou-se rapidamente. A Lemona mostrou em suas mãos um colar com pingente em formato de tartaruga feito de uma pedra verde e polida. A curumim pegou-o, mas não entendeu o que era aquilo.

- O que é isso, vóvó? - Indagou Vivá colocando o colar no cabelo.

A índia sabia e idosa riu um pouco tirando o colar dos cabelos da menina e colocando-o no pescoço dela.

- Se chama Muiraquitã, menina e ele vai te proteger. - Disse a Lemona.

Aos poucos, a menina índia sorriu para o amuleto e abraçou a idosa que retribuiu com outro sorriso.

- Mas vovó, porque me proteger? - Indagou a menina.

O olhar da índia sábia assumiu um brilho estranho, mas ela não respondeu a pergunta. Conduziu Vivá para fora para oca em seguida.

- Vá se divertir com seus irmãos, menina. Você é forte, Vivá. Vai conseguir. - Disse a idosa voltando para dentro de sua oca.

A menina virou-se e ficou fitando a oca da Lemona refletindo no que ela tinha falado. O amuleto vai protegê-la do quê? O que ela vai conseguir?

- Vivá?

A curumim virou-se vendo o irmão Irerê olhando para seu colar curioso. O menino passou um dedo no pingente em formato de tartaruga e depois voltou a olhar para ela.

- A vovó me deu. Disse que é pra me proteger. - Respondeu Vivá. para o irmão.

Mas Irerê não parecia interessado. Estava mordendo o lábio inferior de leve.

- O que foi, Irerê?

- Não consigo encontrar o Yahto. - Respondeu ele.

A curumim olhou para todos os lados e começou a andar pela festa segurando Arerê pela mão. Finalmente, viram Yahto indo para a floresta. Vivá o chamou, ele se virou olhou para ela por um tempo e tornou a entrar na mata. Vivá e o irmão, ainda de mãos dadas, saíram correndo na direção dele. Vivá, apesar da idade, era destemida, porém inconsequente. Adentraram cada vez mais a mata e o som da festa foi diminuindo até finalmente ficar tudo em silêncio que só era quebrado pelo som de algum pássaro. Agora, pareciam estar no meio da mata. Arerê cutucou o ombro da irmã e apontou para a frente: Yahto estava agachado perto de uma árvore mexendo na terra.

- Yahto? - Indagou a curumim se aproximando cautelosamente. Arerê vinha andando atrás da irmã.

Yahto virou-se olhando para eles e ficou de pé.

- Avivá? Arerê? - Disse o curumim com a voz um pouco baixa.

Tendo a certeza de que era realmente seu irmão, Avivá se aproximou e o abraçou. Arerê fez o mesmo. De repente, um som como de alguém correndo entre as folhagens chamou a atenção deles. Avivá colocou Yahto atrás dela e Ararê ficou do lado dele.

- Quem é? - Indagou ela.

- Avivá... - Começou Yahto com a voz trêmula.

- Shhh! Calma, maninho. Eu estou aqui e ninguém vai ferir você. - Respondeu ela.

- Avivá! - Gritou Ararê de repente.

A curumim acompanhou o olhar do irmão e sentiu um nó na garganta: uma criatura negra parecida com um homem de braços e pernas compridos e olhos vermelhos os encarava.

- Corram! - Disse a curumim pegando os irmãos um em cada mão.

Os três sentiam as folhas batendo em seus rostos enquanto corriam. Em um determinado momento, Ararê olhou para trás e viu a criatura os seguindo.

- Está seguindo a gente, mana! - Gritou o índio à irmã.

- A gente vai morrer! - Disse Yahto quase chorando.

- Niguém vai morrer! Continuem...

Antes que pudesse terminar de falar, os três irmãos curumins tropeçaram num tronco de árvore e gritando rolaram pela terra que tinha na frente até caírem numa espécia de caverna coberta. Seus irmãos estavam desacordados, mas só para garantir que estam sozinhos, Avivá levantou-se um pouco para fora daquela “cobertura” de terra e olhou para cima: aparentemente estavam sozinhos. Preferiu dormir, mas tomaria provisões pela manhã. A curumim acabou deitando de lado e, assim que acordou, era de manhã e viu os irmãos um segurando o braço do outro e olhando para frente.

- Vocês estão bem? O que foi? - Indagou ela olhando de um para o outro. Ambos não estavam assustado, mas surpresos.

Avivá olhou logo à frente e viu um tamanduá-bandeira os encarando. Ela inclinou um pouco a cabeça para o lado curiosa.

- Estão com fome? - Indagou o animal com uma voz convidativa e fraterna.

Os três irmãos ficaram boquiabertos fazendo o animal rir. Moveu a cabeça na direção oposta fazendo sinal para que o seguissem. As crianças estavam com fome e decidiram seguir o tamanduá. Assim que viram frutas em folhas de bananeira puseram-se a comer. Assim que pararam de comer, ele se aproximou mais um pouco.

- O que faziam nessa parte da mata? Não é seguro. O Mal perseguiu vocês? - Indagou o tamanduá.

- É o nome daquele monstro comprido? - Perguntou Ararê.

- É. Ninguém sabe como surgiu e o que realmente quer. Só se sabe que quando o vir é preciso fazer o que vocês fizeram. - Respondeu o animal. - Eu vou ajudá-los como puder, crianças. Fiquem tranquilos. Me chamo Tuti.

Naquele dia, Avivá fez uma lança moldando um pedra até que ficasse triangular e servisse de ponta e amarrando com um cipó de uma árvore a um pedaço de árvore grosso e o animal os mostrou onde tinha um riacho para que pudessem beber água. à noite, Tuti os levou de volta aonde estavam dormindo, mas ele e Avivá faziam turnos de vigília caso o Mal voltasse. E ele estava de volta. Assim que viram movimento entre as folhagens, Avivá e o animal se colocaram na frente de Arerê e Yahto. A curumim estava com a lança apontada para a criatura.

- O que você quer? - Indagou a curumim ameaçadoramente.

A criatura negra se moveu mais um pouco para a frente e lentamente ergueu o braço direito e apontou as garras para os gêmeos que se encolheram. Yahto já estava chorando.

- Eu os quero. - Respondeu a criatura com uma voz arrastada e fantasmagórica que fez os cabelos da nuca da curumim se arrepiarem.
- Mal, volte para o lugar de onde veio! Eles não serão seus! - Disse o tamanduá.

A criatura riu horrivelmente, mas não era possível ver nenhuma boca se movendo. Apenas seus olhos vermelhos piscavam às vezes.

- Yahto, maninho, pare de chorar. Eu também estou com medo, mas acho que teremos de correr de novo. - Disse Ararê para ele.

- Mas... - Disse ele com a voz chorosa.

Arerê o levantou e viu a criatura se aproximando mais e mais de todos eles.

- Não há como me vencer. Me dê seus irmãos ou você e sua tribo será destruídos. - Disse a criatura parada mais perto deles.

- Eu não vou sacrificá-los! Vou protegê-los de qualquer jeito! - Gritou Avivá.

Assim que tentou ferir a criatura com a lança, ela segurou-a com suas garras e jogou a arma para longe.

- Vamos, criança. Eu estou com fome! - Vociferou ele como um demônio.

- Venham! Corram, corram! - Gritou o animal correndo no sentido contrário.

Os três irmãos seguiram o animal por dentro da mata, mas ela estava ficando muito densa de novo e para o desespero deles perderam Tuti de vista.

- Tuti? Tuti! - Gritou Avivá olhando para os lados.

- Olha! - Gritou Yahto apontando para a frente.

O Mal vinha na direção deles de novo e estendendo a mão como antes. Avivá segurou os irmãos pelas mãos e correram de novo. No meio do caminho, Arerê viu Tuti parado olhando para eles.

- Mana, é o Tuti! - Disse ele à irmã apontando para frente.

Os três o alcançaram e correram junto com o animal pela mata. Avivá às vezes olhava para trás vendo a criatura de relance. Tuti parou de repente batendo as patas peludas. Tinha um penhasco na frente e um rio com pedras lá embaixo. Viraram-se vendo a criatura chegar devagar.

- Agora, não tem para onde correr, menina. Me dê logo seus irmãos ou destruirei você e sua tribo! - Gritou a criatura negra.

- Eu não vou fazer isso! Como vou acreditar que sabe da minha tribo? - Gritou a curumim para ele.

- Isso não é algo que uma criança entenderia. Me entregue eles, agora! - Esbravejou a criatura chegando mais perto.

- Você terá de entregá-los, Avivá. - Disse o tamanduá tristemente.

- São tudo o que eu tenho, Tuti! Eu não posso fazer isso! - Falou a curumim olhando para ele e depois para os irmãos que já estavam chorando.

- Não há como derrotá-lo. Precisa salvar sua tribo. Entregue seus irmãos para o Mal. - Disse o tamanduá.

- Mas, eu... - Tentou dizer a indiazinha, mas suas palavras foram se perdendo por causa do choro.

Avivá chorou um pouco, mas por ser corajosa, pensou em algo que jamais imaginou que faria.

- Tome a minha vida pela da minha tribo e dos meus irmãos. - Disse Avivá à criatura.

- Sacrificaria a sua vida pelos seus irmãos? Acha que eu pouparia o restante depois disso? - Disse a criatura com desdém.

- Por favor, Tuti. Assim que eu me for, pegue meus irmãos e leve-os de volta à tribo. - Disse Avivá com a voz afetada pelo choro.

A criatura foi se aproximando mais, a curumim fechou seus olhos e...nada aconteceu. Ainda estava ali. Seus irmãos tinham parado de chorar e Tuti olhava para ela.

- Muito bem, Avivá. - Disse o tamanduá com sorriso na voz.

- O quê? - Indagou a indiazinha sem entender.

Aos poucos, ouviu-se alguém andando entre as folhagens, mas eram os homens de sua tribo e a própria Lemona apareceu depois sorrindo.

- Vovó? - Indagou a curumim ainda confusa.

A Lemona se aproximou agachou-se e abraçou a curumim.

- Você provou ser uma guerreira da tribo, menina. Salvou seus irmãos sozinha. - Disse a índia idosa soltando-se dela.

- Mas, vovó, o...

Assim que olhou para trás viu só seus irmãos. Tuti tinha desaparecido. Ela observou a expressão de seus irmãos e viu que também não entendima o que tinha acontecido.

- Você os salvou, menina. - Disse a Lemona.

- Como eu os salvei se ainda estão aqui? - Indagou a curumim.

A idosa foi até os irmãos dela aproximando-os de si.

- Você os salvou querendo dar a sua vida por nós e por seus irmãos - Disse a Lemona.

Os três irmãos foram levados de volta à tribo e Avivá foi avisada de que seria treinada como guerreira. Ela não entendeu o que aconteceu na mata, mas aprendeu uma coisa: precisamos enfrentar o que nos aterroriza para vencermos.

sábado, 13 de agosto de 2016


Sobre O Príncipe e A Vingança do Espelho Mágico ( Volume 2 de O Príncipe )


O livro dois terá mais aventura com seres das trevas querendo destruir o felizes para sempre do príncipe. A trama que estou escrevendo terá as Mitologias Grega e Nórdica, algumas coisinhas da Wicca, Folclore do Brasil, Orixás e criaturas míticas, anjos além de outros personagens dos contos de fadas, mas não é só com com isso que esse mundo fantástico e novo terá de se preocupar: uma divindade está descendo a Yggdrasil com intenções bem piores...




Poemas


Contos de Fadas

Aonde vai? Aonde vai, menininha? Com a capa de vermelho assim?
Indo à casa da vozinha, seu lobo. Ah! Vou sim!
Querida princesinha! Deseja um príncipe? Quem sabe um dia?
Desejo, sim senhora! Sabe o que eu preciso fazer?
Sei sim, minha linda mocinha!
Prove desta maçã e breve seu sonho irá acontecer!
Minha nossa! Pobrezinha! Por que está assim nesse choro?
Porque minha madrasta e suas filhas rasgaram meu vestido,
Impedindo que eu vá ao baile, meu mais lindo sonho!
Pois então vamos levantar! Tudo logo vou consertar,
Pois nessa noite de festa você irá brilhar!
Quem me chama? Aí na mais alta das torres?
Suba aqui, linda princesa! Aguardam-lhe lindas flores!
Olá! Estou aqui! Quem é você? Onde está meu presente?
Aproxime-se, minha querida! Te espera algo surpreendente!
Oh, mais que linda roca! Nessa posso trabalhar?
Claro, minha menina! Nela lindo vestido pelo linho poderá criar!
Mas preste atenção para no fuso não picar seu dedo,
Pois este objeto guarda um terrível segredo!
Tantas histórias para se conhecer,
Muito aqui se pode aprender!
Junte-se a mim nessas belas palavras,
Que saíram de um livro de contos de fadas!

Rosas

Gotas de orvalho. Ao sol elas brilham. Revelando suas belezas que a mim cintilam,
Doces perfumes. Múltiplas cores. Em contraste com espinhos que podem me causar dores,
Tão delicadas! Oh, sim! Vocês são! Não importa se estou na primavera ou no verão.
Coloco-as em vasos com arranjos de folhas em vários tons de verde,
Uns arranjos podem ser maiores que outros, mas não deixam de ser lindos ramalhetes!
De todas as flores, vocês são as mais belas, mulheres têm o seu nome. Que coisa mais terna!
Sonhos eu tenho, em meio à fantasia, com chuvas de rosas, nesta poesia.
Quantos me dizem: escolha outras flores,
Mas por ser teimoso, de amores por rosas,
Deleito-me em várias delas, nas tardes calorosas.
Lá em Paris, no Palácio de Versalhes, eu as vi pintadas,
Oh! Quantos detalhes!
Lá no teatro, após o canto da soprano, vocês são os presentes,
Dadas a ela, que as chama de belas.
Nestas palavras, de sentimento sincero,
Eu declaro a vocês, meu amor eterno.
Que eu nunca as troque, por outras flores,
Não importam as texturas, não importam as cores.
Se por um acaso, eu as trocar,
Então que a morte venha me tragar.
Porque eu as amo, amo de paixão!
Minhas lindas rosas,
Rosas do meu coração!

sábado, 6 de agosto de 2016


Amy Lee compõe Música para Filme

Oi pessoal! A cantora da banda Evanescence, Amy Lee, compôs uma música para o filme Voice from The Stone que deve estrear no fim desse ano. Confira:

Amy Lee gravando no estúdio.

Atriz Emilia Clarke da aclamada série Game of Thrones estará no filme.





Veja sobre o filme aqui: https://filmow.com/voice-from-the-stone-t37994/

terça-feira, 26 de julho de 2016


Trilogia Filhos do Éden do escritor Eduardo Spohr


Olá amantes de livros! Eu vou falar um pouco sobre essa célebre trilogia de anjos. Quando eu comecei a ver pessoas lendo o primeiro volume, pensei "nossa! deve ser um tédio ficar lendo sobre anjos", mas aí é que eu me enganei. O autor foi muito além do que ficar dissertando sobre a rebelião de Lúcifer: ele criou uma trama sobre a vida de um anjo exilado na Terra chamado Denyel, além de mostrar uma imensa criatividade referente a hierarquia dos anjos e suas atribuições. Quando eu li Anjos da Morte, me surpreendi de novo: o caso de Denyel passar os séculos na Terra por várias décadas e o fato de Eduardo mostrar o anjo passar por momentos históricos como a Queda do Muro de Berlim. No caso do livro Paraíso Perdido, o que me chamou atenção foi o escritor ter mostrado a relação dos anjos com Asgard, o paraíso nórdico, já que a mitologia nórdica é minha outra paixão. Foi por causa dessa trilogia que eu acabei decidindo colocar anjos no livro que eu escrevi e continuar com eles no segundo volume que estou escrevendo. Só tenho a agradecer ao escritor pelo inspiração e parabenizá-lo por revolucionar a literatura fantástica com um tema tão empolgante como esse.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dante Alighieri e a Sodomia

















No topo em preto e branco, Brunetto fala com Dante, ilustração de Gustave Doré. Na ilustração em amarelo, Guido Guerra diante de Virgílio e Dante do ilustrador Giovanni Stradini séc XVI.

Pesquisei sobre o comportamento de Dante num game adaptado de seu poema A Divina Comédia para XBOX 360 intitulado DANTE'S INFERNO. Durante uma parte do game, Dante, que no jogo é um cavaleiro das Cruzadas, encontra entre os condenados pelo pecado da violência contra Deus, dois personagens: Brunetto Latini, seu mentor em Florença e condenado ao inferno por ser sodomita e Guido Guerra, líder guelfo que participou de várias batalhas em vida, que também está no inferno por ser sodomita e ter matado vários homens. Enquanto o primeiro, Dante absolveu o outro ele condenou. Mas, por que agiu diferente se os dois eram sodomitas em vida e isso é pecado pela Bíblia?

Abaixo, um resumo do que encontrei sobre o que pode ter motivado isso em relação a Brunetto:

BRUNETTO LATINI - pertencia à família nobre Latini de Toscana, na Itália. Em 1254, foi nomeado escriba dos anciãos de Florença. Tinha participação ativa na política de Florença. Em 
1273, foi nomeado secretário do Conselho da República. Em 1287, foi elevado à dignidade de Priore (espécie de juiz da época).


Dante considera Brunetto como seu mentor intelectual de tal forma que tem escandalizado gerações de comentadores: como poderia qualquer pessoa do mais vil de todos os pecados ser tratada com tal respeito no inferno? A resposta é, como corretamente sublinha a " Encyclopedia of Dante ", que Dante é o filho de uma era em que a sodomia era para a moralidade religiosa um pecado grave, mas para a moralidade secular não era tão grave: foi só durante a última parte da vida de Dante que a moralidade secular mudou a ponto de municípios italianos aprovou a primeira lei que punia com a morte o pecado da sodomia. É por isso que a questão da homossexualidade nas latinos foi discutido literalmente dezenas de vezes no último século e meio, porque a idéia medieval de Dante (ou seja, que o sodomita, ao cometer um pecado grave, poderia ser igualmente uma pessoa admirável) repugna violentamente a homofobia de estudiosos modernos. Alguns têm vindo a negar que sodomitas estejam realmente amaldiçoados ao inferno. A homossexualidade de Latini continua sendo até hoje uma fonte de grande embaraço para a maioria dos estudiosos de Dante: o debate sobre ela continua, incrivelmente , ainda hoje.

GUIDO GUERRA - Guido Guerra foi um líder guelfo que participou de diversas batalhas. Aconselhou os guelfos florentinos a não engajarem na guerra contra Siena em 1260.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Brunetto_Latini
http://www.giovannidallorto.com/biografie/latini/latini.html (site traduzido do francês).
http://www.stelle.com.br/pt/inferno/notas_16.html (Guido Guerra)














quinta-feira, 21 de julho de 2016


Meus Futuros Projetos

Depois do primeiro livro que publiquei, seguem abaixo outros que farei...

O Príncipe e A Vingança do Espelho Mágico (em andamento) - Três anos após Raio de Sol ter despertado do sono dos 100 anos, vai embora com namorado, conde Richard, para o castelo de um velho amigo dele. Depois de predições de uma bruxa da floresta e amiga de Richard sobre o relacionamento dos dois, o jovem príncipe fica apreensivo, mas cria coragem para seguir em frente. Deuses do Olimpo, de Asgard, Orixás, criaturas mitológicas, mágicas e deidades da floresta estão apreensivas porque ficam sabendo que uma divindade está descendo a Árvore do Mundo para tentar dominar a terra dos homens e pedirão a ajuda dele. Mal sabe o jovem príncipe que seu relacionamento incomum está causando ódio em vários seres que seguem as trevas e um ser desconhecido os reunirá para tentar destruir o seu "felizes para sempre".

Aprendendo a Conviver ( romance espírita pelo Espírito Aurélio da Cruz ) - Gabriela expulsa o marido Daniel de casa após saber que ele tem um amante. Enquanto Paulo, filho mais novo e paraplégico permanece sereno e tranquilo, aguardando dias melhores, Elisabete, a filha mais velha, passa a criar rancor do pai. Após alguns anos, Gabriela volta a falar com o ex- marido e o convida para um almoço com seu companheiro. Ao contar para os filhos, Paulo fica esperançoso de ver o pai enquanto Elisabete se desespera em saber como vai encarar o pai. Gabriela vai aprender, com o auxílio de amigos do mundo espiritual, que tudo tem um propósito pela Divina Providência e que o perdão e o amor é o único caminho de nos libertarmos do sofrimento.

A Religião de Deus ( romance espírita pelo Espírito pastor Everaldo ) - Everaldo dirigia uma igreja tradicional do seu bairro firme em sua fé e pregando a salvação conforme sua doutrina até falecer de um ataque cardíaco. Ao chegar "do outro lado da vida", Everaldo se depara com um mundo completamente diferente do que pregava onde as pessoas vivem em paz independente do que eram e do que acreditavam quando estavam vivos e revela com detalhes o que viu conforme instruído pelos amigos do bem que o receberam.

Sara Golden e a Ressurreição da Suástica - Sara é uma típica moradora da Inglaterra e viaja até Portugal para estudar Arqueologia. Ao chegar na faculdade, passa a saber de boatos a respeito de um grupo de ocultismo nazista que prega a chegada de um líder e do movimento e começa a investigar. Aos poucos, começam a acontecer eventos estranhos pleo mundo e muitas pessoas assumem comportamentos estranhos sendo lideradas por um homem que enfim torna realidade o boato da seita. Em meio a um caos apocalítico, Sara irá lutar para impedir que um reinado de terror há muito tempo adormecido e retorne e que um dos símbolos mais famosos assombre a humanidade novamente. Mas como vai reagir ao saber que está nos planos desse líder nazista?


Provação - Sete pessoas que não se conhecem acordam numa cabana no meio da floresta e são surpreendidas com a aparição de um homem vestido de preto e o rosto enfaixado que lhes diz que para sair dali terão de reconhecer os erros que cometeram. Sem noção do tempo, o desespero passa a tomar conta deles, a mente começa a causar alucinações e afetar o físico conforme os erros de cada um. Aos poucos, vão percebendo que o estranho de rosto enfaixado tem algo de comum com todos eles e terão de enfrentar seus segredos mais obscuros para escapar desse pesadelo real com vida.


Uau!!!


O Lado Sexy dos Contos de Fadas

Dois artistas fizeram ilustrações impressionantes de personagens famosos dos contos de fadas. Enquanto o artista israelense David Kawena deu um trato nos rapazes, o ilustrador norte-americano Jeffrey Scott Campbell sensualizou as moças...