domingo, 28 de agosto de 2016


As Origens da Magia

Depois de ter pesquisado sobre a Wicca criei minha própria versão da origem da magia para o livro que estou escrevendo: O Príncipe, O Deus Falso e O Espectro do Espelho.















Num tempo desconhecido, o Deus invisível e Sua deusa criaram o Universo, a Terra e os humanos e os deixaram para que evoluíssem. A deusa tinha grande amor pelos humanos e decidiu descer para servi-los com Sua graça pessoalmente. Por ser muito bela, temia que Sua pureza fosse corrompida pela curiosidade dos homens que estavam procriando e decidiu misturar-se com a noite aparecendo a algumas mulheres em sonhos cuja alma fosse forte o suficiente para prestar adoração. As mulheres que Ela reuniu foram instruídas em sonhos com tudo o que deveriam fazer para honrá-La com cânticos, danças e com a permissão de rituais para obter favores. A Deusa foi bem clara em lhes alertar de que se fizessem o mal ele retornaria na mesma intensidade com que foi feito. A Deusa era vista pelos animais e criaturas mágicas que surgiram conforme a Terra foi evoluindo: fadas, faunos e deidades das florestas e elementos da natureza; tudo permitido pelo Deus invisível para que respeitassem Sua amada esposa, a natureza e os animais. As mulheres eram temidas pelos homens e vistas como semi-deusas por gerarem vida em seus ventres. A humanidade era dividida em povos governados por uma mulher eleita. Em cada povoado ela era nomeada Amazona por causa da grande floresta daqueles tempos que cobria a maior parte do planeta chamada de Amazônia, o paraíso terrestre.
Uma das deidades dos animais mais conhecidas se chamava Cernunnos que tinha as pernas e chifres de um cervo e tinha uma admiração muito grande pela Deusa, mas dessa admiração nasceu o amor. Pela primeira vez, depois de muito andar pelas florestas e bosques, a Deusa dormiu. Um sono longo que durou cerca de três meses. Os ventos tornaram-se frios e nasceu o gelo e a neve. Os humanos aprendem a se proteger dessa época fria e igualmente os animais. Depois que despertou, a Deusa vê a terra tôda coberta de gelo e neve e proclama: “abençoada seja a terra em nome de meu esposo, o Deus invisível! Eu a abençoo e que torne-se fértil.” Aos poucos, o gelo e a neve se derretem. As mulheres, escolhidas pela Deusa, vêem aquilo como um sinal de Sua fartura e passam a plantar sementes na terra. De alguma forma, o deus Cernunnos se sente revitalizado com a benção da Deusa e o Deus invisível, esposo da Deusa, Lhe abençoa. Diante de tôda aquela energia presente na natureza, a Deusa e o deus chifrudo acabam se encontrando e copulam. Três meses depois, acontecem as primeira colheitas e são cozidos pães nos quais as mulheres eleitas pedem a bênção da Deusa e as outras pessoas a bênção do Deus Invisível. Conforme os meses passam e se tornam mais curtos, Cernunnos sente seu poder diminuir e não consegue mais cumprir seu papel de protetor dos animais enquanto a Deusa passa a sentir o filho de ambos no ventre. Não conseguindo encontrá-lo, Ela começa a andar pelos bosques preocupada e o encontra sentado e encostado em uma árvore com alguns animais em volta dele. Vendo que o amante está com os lábios roxos e a pele pálida, corre e se ajoelha diante dele. “Meu amado, o que há contigo?” O deus dos animais abre um pouco seus olhos e vê a amada mais radiante do que antes com uma coroa de flores na cabeça.” Nós voltaremos a nos ver. Estou dentro de você”, sussurra ele e morre me seguida no mesmo momento em que o Sol está se pondo e as árvores ficando sem suas folhas. A Deusa chora a morte do amante e o abençoa. Enquanto a noite vai caindo, o esposo da Deusa decidiu procurá-la nos bosques e a encontrou perto do corpo de Cernunnos. A ira do Deus Invisível se acendeu contra ela: “O que você fez?” esbravejou Ele. A Deusa levantou-se assustada e disse: “ Minha compaixão levou-me a ele, meu marido. O vi quando já estava falecendo.” O Deus Invisível não se deixou enganar ao ver a barriga de Sua amada Deusa crescendo: “ cometeu o maior de todos os pecados e agora está em seu ventre. Se com os humanos deseja ficar então com eles será sua morada. Não permitirei mais que retorne ao Teu Lar. Conheço o coração dos homens e não se lembrarão de Ti para sempre. Suas eleitas serão perseguidas e mortas de geração em geração e Teu amante será comparado ao mais sombrio anjo vil. Tudo que ensinaste a elas está fadado a enfraquecer e o desejo do homem será maior do que a mulher e ele a dominará”. O marido da Deusa desapareceu em seguida, mas ela não se deixou abater. Continuou ensinando da sua magia às futuras gerações de mulheres eleitas; uma mulher da família passava à sua filha e esta, quando crescesse, à sua filha e assim por diante. Porém, conforme proferiu o Deus Invisível, essa força não duraria para sempre: por Sua própria Natureza, a Deusa sentiu que algo estava errado no paraíso celestial. Naqueles dias, o deus já tinha nascido de seu ventre e, apesar do seu sono de três meses querer incomodá-la, num belo dia de sol ela viu algo impressionante: seres alados caindo do céu. Eram incontáveis. Assim que acabou, iniciou-se um violento tremor de terra e segurou-se em uma árvore para não cair. O deus-menino estava próximo Dela. Depois daquilo, a Deusa finalmente adormeceu, mas a natureza sofreu ataques pela queda daqueles seres alados: inundações, furacões, mares cobriram grandes porções de terras. Os seres alados que caíram na terra se iraram contra o Deus invisível e passaram a se disfarçar de mortais corrompendo os humanos tendo relações sexuais com mulheres e ensinando pessoas a manipular elementos da natureza e outras artes proibidas o que ficou conhecido como magia negra. Por causa disso, as artes mágicas começaram a ser vistas como algo diabólico e os ensinamentos da Deusa foram perseguidos; muitas de Suas eleitas foram mortas e os que criam no Deus invisível passaram a detestá-las por causa da corrupção daqueles seres alados. Assim, ficaram divididos os ensinamentos e rituais da Deusa como magia branca e as artes negras ensinadas pelos alados caídos como magia negra. Em sua essência, a magia é boa, mas como se vê aqui, foi corrompida por más intenções. Cada um pode praticar tanto uma como a outra, mas estar ciente de que aquilo que fizer retornará para quem a conjurou, seja bom ou ruim.



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