As Origens da Magia
Depois de ter pesquisado sobre a Wicca criei minha própria versão da origem da magia para o livro que estou escrevendo: O Príncipe, O Deus Falso e O Espectro do Espelho.
“
Num tempo
desconhecido, o Deus invisível e Sua deusa criaram o Universo, a
Terra e os humanos e os deixaram para que evoluíssem. A deusa tinha
grande amor pelos humanos e decidiu descer para servi-los com Sua
graça pessoalmente. Por ser muito bela, temia que Sua pureza fosse
corrompida pela curiosidade dos homens que estavam procriando e
decidiu misturar-se com a noite aparecendo a algumas mulheres em
sonhos cuja alma fosse forte o suficiente para prestar adoração. As
mulheres que Ela reuniu foram instruídas em sonhos com tudo o que
deveriam fazer para honrá-La com cânticos, danças e com a
permissão de rituais para obter favores. A Deusa foi bem clara em
lhes alertar de que se fizessem o mal ele retornaria na mesma
intensidade com que foi feito. A Deusa era vista pelos animais e
criaturas mágicas que surgiram conforme a Terra foi evoluindo:
fadas, faunos e deidades das florestas e elementos da natureza; tudo
permitido pelo Deus invisível para que respeitassem Sua amada
esposa, a natureza e os animais. As mulheres eram temidas pelos
homens e vistas como semi-deusas por gerarem vida em seus ventres. A
humanidade era dividida em povos governados por uma mulher eleita. Em
cada povoado ela era nomeada Amazona por causa da grande floresta
daqueles tempos que cobria a maior parte do planeta chamada de
Amazônia, o paraíso terrestre.
Uma
das deidades dos animais mais conhecidas se chamava Cernunnos que
tinha as pernas e chifres de um cervo e tinha uma admiração muito
grande pela Deusa, mas dessa admiração nasceu o amor. Pela primeira
vez, depois de muito andar pelas florestas e bosques, a Deusa dormiu.
Um sono longo que durou cerca de três meses. Os ventos tornaram-se
frios e nasceu o gelo e a neve. Os humanos aprendem a se proteger
dessa época fria e igualmente os animais. Depois que despertou, a
Deusa vê a terra tôda coberta de gelo e neve e proclama: “abençoada
seja a terra em nome de meu esposo, o Deus invisível! Eu a abençoo
e que torne-se fértil.” Aos poucos, o gelo e a neve se derretem.
As mulheres, escolhidas pela Deusa, vêem aquilo como um sinal de Sua
fartura e passam a plantar sementes na terra. De alguma forma, o deus
Cernunnos se sente revitalizado com a benção da Deusa e o Deus
invisível, esposo da Deusa, Lhe abençoa. Diante de tôda aquela
energia presente na natureza, a Deusa e o deus chifrudo acabam se
encontrando e copulam. Três meses depois, acontecem as primeira
colheitas e são cozidos pães nos quais as mulheres eleitas pedem a
bênção da Deusa e as outras pessoas a bênção do Deus Invisível.
Conforme os meses passam e se tornam mais curtos, Cernunnos sente seu
poder diminuir e não consegue mais cumprir seu papel de protetor dos
animais enquanto a Deusa passa a sentir o filho de ambos no ventre.
Não conseguindo encontrá-lo, Ela começa a andar pelos bosques
preocupada e o encontra sentado e encostado em uma árvore com alguns
animais em volta dele. Vendo que o amante está com os lábios roxos
e a pele pálida, corre e se ajoelha diante dele. “Meu amado, o que
há contigo?” O deus dos animais abre um pouco seus olhos e vê a
amada mais radiante do que antes com uma coroa de flores na cabeça.”
Nós voltaremos a nos ver. Estou dentro de você”, sussurra ele e
morre me seguida no mesmo momento em que o Sol está se pondo e as
árvores ficando sem suas folhas. A Deusa chora a morte do amante e o
abençoa. Enquanto a noite vai caindo, o esposo da Deusa decidiu
procurá-la nos bosques e a encontrou perto do corpo de Cernunnos. A
ira do Deus Invisível se acendeu contra ela: “O que você fez?”
esbravejou Ele. A Deusa levantou-se assustada e disse: “ Minha
compaixão levou-me a ele, meu marido. O vi quando já estava
falecendo.” O Deus Invisível não se deixou enganar ao ver a
barriga de Sua amada Deusa crescendo: “ cometeu o maior de todos os
pecados e agora está em seu ventre. Se com os humanos deseja ficar
então com eles será sua morada. Não permitirei mais que retorne ao
Teu Lar. Conheço o coração dos homens e não se lembrarão de Ti
para sempre. Suas eleitas serão perseguidas e mortas de geração em
geração e Teu amante será comparado ao mais sombrio anjo vil. Tudo
que ensinaste a elas está fadado a enfraquecer e o desejo do homem
será maior do que a mulher e ele a dominará”. O marido da Deusa
desapareceu em seguida, mas ela não se deixou abater. Continuou
ensinando da sua magia às futuras gerações de mulheres eleitas;
uma mulher da família passava à sua filha e esta, quando crescesse,
à sua filha e assim por diante. Porém, conforme proferiu o Deus
Invisível, essa força não duraria para sempre: por Sua própria
Natureza, a Deusa sentiu que algo estava errado no paraíso
celestial. Naqueles dias, o deus já tinha nascido de seu ventre e,
apesar do seu sono de três meses querer incomodá-la, num belo dia
de sol ela viu algo impressionante: seres alados caindo do céu. Eram
incontáveis. Assim que acabou, iniciou-se um violento tremor de terra
e segurou-se em uma árvore para não cair. O deus-menino estava
próximo Dela. Depois daquilo, a Deusa finalmente adormeceu, mas a
natureza sofreu ataques pela queda daqueles seres alados: inundações,
furacões, mares cobriram grandes porções de terras. Os seres
alados que caíram na terra se iraram contra o Deus invisível e
passaram a se disfarçar de mortais corrompendo os humanos tendo
relações sexuais com mulheres e ensinando pessoas a manipular
elementos da natureza e outras artes proibidas o que ficou conhecido
como magia negra. Por causa disso, as artes mágicas começaram
a ser vistas como algo diabólico e os ensinamentos da Deusa foram
perseguidos; muitas de Suas eleitas foram mortas e os que criam no
Deus invisível passaram a detestá-las por causa da corrupção
daqueles seres alados. Assim, ficaram divididos os ensinamentos e
rituais da Deusa como magia branca e as artes negras ensinadas
pelos alados caídos como magia negra. Em sua essência, a
magia é boa, mas como se vê aqui, foi corrompida por más
intenções. Cada um pode praticar tanto uma como a outra, mas estar
ciente de que aquilo que fizer retornará para quem a conjurou, seja
bom ou ruim.


Muito bacana Marcão, parabéns !
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